
No Domingo da Ressurreição, à luz do evangelho de Lucas 24,5, não celebramos apenas um túmulo vazio. Celebramos o amor de Deus que se recusa a desistir da vida.
O túmulo está vazio porque Deus não abandona os seus filhos.
O túmulo está vazio porque o amor é mais forte que a violência.
O túmulo está vazio porque a vida, mesmo ferida, não deixa de florescer.
A ressurreição é o grande “não” de Deus a tudo o que fere a vida. E, ao mesmo tempo, o seu mais profundo “sim” à dignidade de cada pessoa. Por isso, com delicadeza e verdade, somos convidados a reconhecer: não há Páscoa onde a morte continua sendo aceita como normal.
Não há ressurreição onde a fome é ignorada.
Não há ressurreição onde a dignidade é esquecida.
Não há ressurreição onde vidas são feridas e ninguém se aproxima.
Porque o Cristo ressuscitado não está distante da nossa realidade, Ele se faz presente nela. Ele está no clamor de quem sofre. Ele está na coragem de quem insiste em recomeçar. Ele está no cuidado silencioso de quem escolhe amar, mesmo em meio à dor.
E isso nos chama, com amor, a um caminho:
Você, que faz parte de uma comunidade.
Você, que caminha na Igreja que chamamos de Anglicana.
Você não é apenas convidado a contemplar a ressurreição. Você é chamado a participar dela.
Ser Igreja é aprender a amar como Cristo amou.
É não fechar os olhos diante da dor.
É aproximar-se com compaixão.
É acolher quem foi esquecido.
É cuidar com paciência.
É ajudar a levantar quem já não acredita mais em si.
Ressurreição de Cristo é isso: permitir que a vida volte a pulsar onde havia cansaço. É transformar pequenos gestos em sinais de esperança. É fazer da fé um caminho concreto de cuidado.
A pergunta dos anjos continua ecoando:
“Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?”
E talvez hoje essa pergunta nos interpele de forma mais radical:
por que permanecemos vinculados às estruturas de morte, como se elas fossem o horizonte inevitável da existência,
quando fomos chamados a participar da vida que não se deixa aprisionar?
Há, em nós, uma estranha inclinação a repetir o que nos fere, a habitar o que nos limita, a aceitar como destino aquilo que já foi, em Cristo, atravessado pela vida.
A ressurreição nos convida, com ternura, a não permanecermos os mesmos. Não por imposição, mas por amor.
Hoje, Cristo ressuscita,
e Ele ressuscita onde a Igreja decide não se calar,
onde a comunidade se dispõe a cuidar, onde alguém escolhe amar de forma concreta e corajosa.
Que a nossa fé seja leve, mas verdadeira.
Que a nossa Igreja seja firme, mas compassiva.
Que a nossa comunidade seja um lugar onde a vida seja sempre bem-vinda.
Porque, no fim, a ressurreição de Cristo não é apenas um anúncio.
É um chamado do amor.
Feliz e santa Páscoa. ✝️
Rev. Alexandre T. Ivan
É com muita alegria que estamos lançando a cartilha para diálogos comunitários: IGREJA SEGURA - construindo um espaço acolhedor e inclusivo.
O lançamento será neste domingo (01/06) na celebração dos 135 Anos de IEAB, na Catedral Nacional da Santíssima Trindade.
Este material foi organizado por: Dilce Regina Paiva de Oliveira e Lucia Dal Pont Sirtoli. Com realização do Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) e apoio da Episcopal Relief and Development (ERD) e Junta Nacional de Educação Teológica (JUNET).
... Apresentamos à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil esta Cartilha com contribuições para uma Igreja Segura. Este material não esgota o tema, ao contrário, é apenas uma introdução que visa a sensibilizar toda a igreja para que desenvolva um olhar, uma escuta, uma atitude mais consciente em relação às pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade na sociedade, onde a igreja se inclui, e são passíveis de terem seus direitos violados...
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Vamos celebrar em unidade a fé, a diversidade e o chamado de Deus em nossas vidas.
#igrejasegura #IEAB #OrdenaçãoFeminina #135anos #ieaboficial
Com alegria e esperança, apresentamos um novo passo no compromisso da Igreja com o cuidado da Criação e a promoção da vida em abundância para todos os seres.
💚 A Cartilha de Gestão Ambiental da IEAB nasceu da inspiração na 5ª Marca da Missão e foi elaborada com carinho pelo Grupo de Trabalho de Justiça Ambiental.
📘 Nela, você encontrará:
✨ Reflexão teológica sobre o cuidado da Criação
📜 A Política de Gestão Ambiental da IEAB
🛠️ Um guia prático com 8 eixos de ação:
1️⃣ Resíduos
2️⃣ Água
3️⃣ Energia
4️⃣ Construções Sustentáveis
5️⃣ Floresta da Comunhão
6️⃣ Mudanças Climáticas e Justiça Ambiental
7️⃣ Resiliência a Catástrofes
8️⃣ Consumo Consciente
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📣 Nosso convite: Que cada paróquia se aproprie deste material e dê pequenos — mas poderosos — passos rumo a uma Igreja mais sustentável, comprometida com o bem comum e guiada pelo Espírito Santo.
📥 Clique aqui e baixe agora gratuitamente!
📲 Compartilhe com sua comunidade e venha fazer parte dessa jornada de fé, justiça e cuidado com a Casa Comum!
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“fé encarnada na justiça, descanso como dignidade, trabalho como vocação"
“Comerás do fruto do teu trabalho;
serás feliz e tudo te irá bem.”
(Salmo 128:2)
O 1º de Maio é resistência. Não é feriado qualquer, mas memória acesa das lutas operárias que incendiaram o mundo no século XIX — como a greve de Chicago, em 1886, quando gente comum ousou exigir uma jornada justa. É brasão de uma história feita com os ombros de quem sustenta a vida. Para quem crê com os pés no chão, como nós, gente Episcopal Anglicana, celebrar esse dia é afirmar: o trabalho é dom, mas nunca foi prisão.
Páscoa 2025, 40 anos de ordenação feminina e o testemunho Pascal da IEAB
Por Revda. Tais
A Ressurreição acontece
onde a vida vence a morte!
Neste ano, estamos completando 40 anos desde que a primeira mulher foi ordenada na nossa Igreja. Hoje temos aproximadamente 40 mulheres presbíteras atuando em nossas Dioceses, fora aquelas que já faleceram. Temos três Bispas Diocesanas, das quais, uma é primaz da nossa Província e das Províncias das Américas.
Associação Anglicana de Educação do Brasil
Faculdade Egmont Krischke
Chamada Pública Simplificada N.º 001/2025
Seleção de Docentes Conteudistas para Elaboração de Componentes Curriculares do Curso de Teologia à Distância da Faculdade Egmont Krischke.
A Associação Anglicana de Educação do Brasil, mantenedora da Faculdade Egmont Krischke, torna público a presente Chamada Pública Simplificada, que ficará disponível no link: https://lnk.bio/cursoteologia, para seleção de Docentes Conteudistas para elaboração de componentes curriculares para o Curso de Teologia à distância, em conformidade com os princípios da boa gestão, com vistas ao atendimento do que consta na legislação pertinente e nos regulamentos internos desta Instituição.
Acesse o link, participe e venha fazer parte do Curso de Teologia à Distância da Faculdade Egmont Krischke
Revdo. Adriano Portela dos Santos
Desde 1991, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), realiza-se em diversas partes do mundo a Campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, que vai de dia 25 de novembro a 10 de dezembro. Inicia-se em 25 de novembro, que é o Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a mulher, no qual, desde 1981, as feministas latino-americanas fazem memória da morte das irmãs Mirabal, ativistas políticas, assassinadas na ditadura dominicana de Rafael Leónidas Trujillo. Encerra-se em 10 de dezembro, que é o Dia dos Direitos Humanos, cuja Declaração Universal foi promulgada nessa mesma data em 1948, pela ONU.
No Brasil, a Campanha dos 16 dias de ativismo estendeu-se para 21 dias de ativismo, dado que aproveita-se o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), para ressaltar a face racista da violência cometida contra as mulheres em nosso país, uma vez que as mulheres negras, pelas estatísticas, estão mais expostas e são mais submetidas à violência que as demais mulheres brasileiras.
Toda a campanha é maravilhosa, mas estou aqui para falar de um dia específico da campanha, que é o dia 06 de dezembro, dia dedicado ao engajamento dos homens no combate à violência contra as mulheres. Em 06 de dezembro de 1989, Marc Lepine (25 anos) invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Montreal (Canadá), ordenou que os homens (cerca de 48) se retirasse, assassinou 14 mulheres com tiros à queima roupa, e depois se suicidou.